
A gente segue de olho em estudos que mapeiam o cenário da energia solar no Brasil. Agora, uma pesquisa nova aponta que o crescimento da geração de energia solar em telhados, fachadas e pequenos terrenos é capaz de produzir uma montanha de R$ 86,2 bilhões em novos investimentos para o setor elétrico nos próximos dez anos.
Consequentemente, de acordo com o estudo, haveria uma redução da conta de luz em 5,6% até 2031, impactando inclusive as pessoas que não possuem sistema solar próprio. Os dados foram divulgados por uma consultoria contratada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
Além disso, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (PDE 2031), que é divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indicou também que, até o ano de 2031, a geração solar distribuída pulará dos atuais 11 gigawatts de potência instalada para algo em torno de 37,2 GW.
E o movimento não é de agora: em maio, o Brasil marcou um milhão de sistemas próprios instalados em telhados e pequenos terrenos. É um avanço que contribuiu com o país durante a crise hídrica vivida em 2021, considerada a pior dos últimos 90 anos.
Alguns fatores devem ser considerados para esse avanço: estima-se que o investimento em energia solar – e você pode simular o seu aqui – seja revertido em até cinco anos, na hipótese de uma casa formada por uma família de quatro residentes. Já para comércios, a média de “payback” é de quatro anos e seis meses.
Outro ponto importante a ser frisado é que, diante da inflação, a energia solar, além de limpa e renovável, ajuda no bolso dos consumidores. Sem contar o aumento nos postos de emprego, já que o setor deu um “boom” e aumentou a oferta e a demanda de contratações.
O impacto ambiental também deve ser levado em conta nessa equação. Se projeta que o crescimento da geração de energia solar reduzirá, em média, 67 milhões de toneladas de emissão de gases de efeito estufa.
Entre os estados brasileiros que mais se adaptaram a energia solar, Minas Gerais aparece na ponta do ranking, seguido por São Paulo (13,2%), Rio Grande do Sul (11,6%), Mato Grosso (6,6%) e Paraná (4,8%).
Não fique de fora desse movimento!
Fonte: CNN
